Chegou o momento de ser pai, antes de qualquer coisa, uns pequenos conselhos. É chegado o esperado momento, o bebê está a caminho e agora não há como voltar atrás. Nestes momentos, você estará uma pilha de nervos e espero que estes conselhos possam ajuda-lo um pouco.

Os fardos são deixados em casa. “Se não pode manter a compostura, melhor não atrapalhar”. Nada estará bem se não puder controlar os seus nervos, e justo nesse momento em que o tiro da corrida é disparado, você não pode começar a andar pela casa como uma barata tonta, sente e respire, tente se acalmar e se observar que não consegue, acalmasse um pouco e chame o taxi (com tranquilidade, isso se puder).

Se você é fumante, faça antes de entrar no hospital e recarregue a nicotina porque provavelmente vai passar horas antes que você possa ver a rua novamente, o melhor é que você não se separe dela nas próximas horas. E se ela é fumante também, o melhor é nem falar em cigarro.

Acredite em mim, a combinação das dores das contrações, o cansaço dos últimos passos, os nervos e a falta de nicotina é um coquetel explosivo. Evite frases como “Parece que não doí tanto”, “Logo estaremos em casa”, “Estou ficando meio tonto”, “Preciso de um café”, e “Espero que as horas passem logo”. Se você não quer ser fulminado com um olhar, melhor manter a boca fechada.

No momento do parto, o corpo de sua parceira começa a expelir todas as drogas naturais que pode produzir. Entre elas está a adrenalina, que vai fazer com que ela tenha um pouco mais de força do que o habitual. Um pouco só, más o suficiente para deixar a sua mão sem o fluxo sanguíneo durante meia hora, não se preocupe e continue segurando a mão dela, a irrigação voltará logo e para começar a gangrena dos tecidos é preciso ficar sem oxigênio por horas.

Quando vocês chegam ao hospital, não significa que está tudo terminado, como em uma corrida. Digamos que você acabou de passar para a próxima fase do jogo e agora começará outra. Quando chegamos ao hospital, todos nós pensamos, (ou ao mesmo a maioria), e desejamos fervorosamente, que tudo termine e pronto, você acha que acontece como nos filmes.

Algo mais ou menos assim. “Enfermeira minha mulher está em trabalho de parto.” Meia dúzia de médicos e enfermeiras a cercam correndo, para coloca-la em uma maca. “Más ele está quase nascendo, rápido para a sala de parto”. “Venha conosco, precisará nos ajudar”. Um pouco mais tarde teremos o bebê nos braços da mãe e o cirurgião-chefe do hospital nos cumprimenta pelo trabalho realizado. O que acontece na realidade?

Uma vez que você chegue à sala de espera, vá contar a quem estiver de plantão o evidente motivo da visita. É possível que em seguida queiram comprovar a rigor, para verificar que o processo foi iniciado e que vocês não vieram da outra ponta da cidade por vício, em seguida vocês serão admitidos para dentro para monitorar o bebê, o que pode durar 15 minutos ou algumas horas.

Quando tudo isto estiver pronto e depois de ter recebido mais visitas que um político em época de eleição (o que não significa que passou muito tempo, é que a esta altura os segundos duram meses) poderá desfrutar de seu recém-nascido filho. Não é momento para refletir sobre o nome do bebê, se gosta, ou se preferia que você menina, de verdade, já é tarde para isso. E por último, más não menos importante. Confie, você vai se sair muito bem.