Os bebês prematuros lutam desde o nascimento para sobreviver. Parece que nessa luta o futuro da sua saúde dependa somente dos profissionais, do carinho dos pais e do tempo de gestação em que nasceram ao menos são os principais fatores.

No entanto, não é bem assim, porque um recente estudo demonstrou que os meninos prematuros têm mais problemas que as meninas prematuras, e quando falo em mais problemas, me refiro a quem tem mais probabilidades de ter alguma deficiência e mais probabilidade de morrer. O estudo em questão é uma soma de seis estudos realizados por autores de todo o mundo, cuja intenção é a de verificar como podem mudar as chances de sofrer uma deficiência ou inclusive morrer logo ao nascer.

Ao analisar tudo, os autores observaram que os meninos prematuros tem maior risco de sofrer de cegueira, ou surdez, de ter problemas de aprendizado, problemas motores, infecções, icterícia, etc. E este maior risco se deve ao que parece ao desenvolvimento no útero ser mais rápido nas meninas, nascendo com pulmões e outros órgãos mais desenvolvidos e maduros, mais preparadas para a vida do que os meninos. Isto, obviamente, é relevante e lógico em países onde tanto os meninos quanto as meninas recebem a mesma atenção. Em países onde se oferece os melhores cuidados e uma melhor nutrição aos meninos do que as meninas, este fato será invertido, sendo mais propensas a morrer as meninas do que os meninos. Analisando também os dados e comparações entre países (foram analisados 15 milhões de bebês prematuros em todo o mundo), são os seguintes:

Em países com renda alta, mais de 80% dos bebês prematuros sobrevivem e tem bom diagnóstico. O risco de morte e incapacidade é maior quando os bebês nascem com menos de 28 semanas de gestação. Em países com renda média, o risco de incapacidade quando os bebês nascem entre 28 a 32 semanas é o dobro dos países com renda alta. Em países de baixa renda, os bebês prematuros tem o dobro de probabilidade de sofrer incapacidade e 10 vezes mais probabilidades de morrer que os bebês dos países de renda alta.

Como vemos tudo confirma o que estávamos procurando no estudo original, que dependendo onde o bebê nasceu o risco de viver ou morrer e o risco de levar uma vida saudável é muito diferente. Por outro lado, concentrando no título deste post e na mensagem que eu queria passar, vemos uma vez mais que a natureza parece oferecer mais chances de sobrevivência à mulher do que ao homem, provavelmente por uma questão lógica, o número de filhos que podem ter uma mulher é muito menor que o número de filhos que um homem pode ter, assim é interesse que a mulher viva e sobreviva para que a espécie continue adiante, multiplicando-se (bom, interessa a natureza, a nós interessa que sobrevivam todos, já que inventamos as famílias e isso de ir deixando as mulheres grávidas para procriar não está muito na moda).