A episiotomia é um corte que se realiza justamente antes que o bebê mostre a cabeça, para “ampliar” a abertura vaginal e facilitar a saída do bebê ao nascer (corte do períneo). O corte é feito sobre a vulva desde a abertura vaginal na direção do ânus, ou na direção de um lado até a coxa; após o parto, quando tanto o bebê como a placenta saíram o corte é suturado. Atualmente, a episiotomia já não é realizada de forma rotineira, mas quando as condições da mãe e/ou bebê requerem:

  • Se o bebê se encontra em perigo, há sofrimento fetal ou materno para acelerar o parto.
  • Evitar usar fórceps ou extrator.
  • Se a cabeça saiu, mas os ombros estão presos.
  • Se a amplitude da vagina é pequena, apesar da dilatação.
  • Se a vagina está muito tensa e o tecido perineal não está suficientemente esticado. Para evitar rupturas musculares, especialmente aquelas que podem chegar ao ânus.
  • Para evitar debilitar os músculos da região perineal e evitar uma incontinência futura.
  • Se a cabeça do bebê é muito grande para a abertura vaginal e se deseja reduzir o traumatismo para o bebê.
  • Se o bebê está em uma posição ruim (em pé ou de nádegas), a fim de evitar uma cesariana.

A episiotomia deve ser realizada somente se necessário, assim o corte e a sutura serão bem feitos, sempre é um procedimento cirúrgico que exigirá cuidados, por isso que é recomendável preparar o seu corpo para reduzir a probabilidade de precisar:

1. Realizar exercícios de Kegel fortalece a área e prepara a mãe para o parto.
2. Massagens perineais pré-natais iniciadas de 4 a 6 semanas antes da data esperada do parto.
3. Aprenda a empurrar e respirar com calma.

Uma episiotomia bem realizada cicatriza aproximadamente em um mês ou um mês e meio, o corte que vai em direção ao ânus cicatriza mais rápido do que o corte que vai para o lado, após o qual será possível ter relações sexuais, embora em alguns casos possa ser doloroso por vários meses. É muito importante ter cuidado com a ferida e limpá-la para evitar a infecção.