A falta de iodo em mulheres grávidas é a principal causa evitável de lesões cerebrais nas crianças. Esta é uma das conclusões dos especialistas que participaram do simpósio “Prevenção do iodo na gravidez”, que mostrou a grande importância deste elemento para a saúde dos bebês e das mães. A partir do momento em que uma mulher decide tentar engravidar, deve aumentar a ingestão de iodo, consumindo alimentos como peixe, marisco, leite de vaca, alface ou vinho. Outra recomendação dos especialistas, é que seja tomado diariamente um fármaco de iodo para reformar a dieta.

O iodo é essencial para o correto funcionamento da tireoide, desenvolvimento cerebral, crescimento e regulação do metabolismo. Como o Ministério da Saúde e do Consumidor reconhece, é “um elemento essencial para o desenvolvimento do sistema nervoso central da criança e para o seu desenvolvimento e crescimento”. O ideal é consumir este nutriente diariamente, aumentando-o de acordo com a idade e prestando especial atenção no caso de mulheres grávidas ou em período de amamentação.

A alimentação se converte em elemento fundamental para aumentar a ingestão de iodo. Uma mulher grávida deveria consumir entre 250 e 300 miligramas por dia, o que não se consegue com a alimentação diária. Além disso, a dieta do nosso país não é benéfica. Não costumamos comer peixe diariamente, e nossa água não é rica em iodo. As quantidades que devem ser consumidas são muito altas, por isso, recorrer a medicamentos que complementem a nossa dieta com 200 miligramas de iodo, é uma opção mais do que recomendada não apenas no caso de mulheres grávidas e mulheres em período de amamentação, mas também para mulheres que pretendem engravidar. Claro, antes de tomar qualquer coisa, é melhor consultar um médico.