Embora existam fármacos para estimular a produção de leite, eles são recomendados apenas em determinadas circunstâncias, quando a sucção do bebê não é suficiente. Os chamados “galactagogos” são aqueles medicamentos que atuam estimulando a secreção de prolactina, um hormônio envolvido na produção do leite. Mas são utilizados somente em situações muito específicas, quando se quer induzir a lactação em uma mãe adotiva, em uma necessidade de relactação, ou seja, um restabelecimento da lactação depois do desmame, ou quando a produção de leite é insuficiente por doença da mãe ou porque a mãe e o filho foram separados porque o bebê nasceu prematuro ou por enfermidade e hospitalização de um deles.

No restante dos casos, deve se recorrer a eles, quando todos os outros métodos fisiológicos fracassarem. Diante de uma escassez de leite, recomendaram amamentar o seu filho de maneira mais frequente, revisar a colocação do bebê no peito, descansar, se alimentar bem e beber muito líquido, e descartar a possibilidade de sofrer alguma doença que esteja relacionada com a falta de produção de leite. Somente quando todos esses passos estiverem esgotados, o seu médico avaliará a necessidade de tomar algum galactagogos, por tempo limitado e sob controle restrito.

Os mais usados são a domperidona, metoclopramida e a sulpirida. Na opinião dos especialistas eles são efetivos, seguros e muito bem comprovados há anos em muitas mulheres lactantes. Mas os especialistas lembram que se a lactância começar de maneira adequada, se a colocação e a postura do bebê e o ganho de peso são corretos, não são necessários os fármacos já que a sucção do bebê ao peito é o estímulo mais potente para a secreção de prolactina e a produção de leite.

A cerveja não aumenta a quantidade de leite materno e tampouco as infusões de plantas com supostas propriedades galactogogas. Especificamente, é recomendado não abusar da erva-doce, sálvia ou alfafa, anis, alcachofra, ginseng, salsaparrilha ou hedra porque podem diminuir a produção do leite.