Se as noites sem dormir se repetem, apesar de ter comprovado que o seu filho não está doente, é possível que ele tenha algum distúrbio do sono. Descrevemos os principais.

1. Balanços. Os movimentos de cabeça e corpo antes de dormir ou durante a fase do sono leve são comuns nos bebês entre os 9 meses e os 2 anos para conciliar o sono. Você não deve se preocupar, somente se os balanços forem muito bruscos se deve tomar medidas para evitar que a criança se machuque. Uma boa dica é acolchoar a cabeceira da cama.

2. Insônia. A insônia infantil é a dificuldade para manter e conciliar o sono. Em 98 por cento dos casos, ocorre devido aos maus hábitos do sono como a falta de um horário para dormir, o excesso de estímulos ao ir para a cama, como televisão e brinquedos, ou a ingestão desnecessária de alimentos à noite. No entanto, em outros casos, a insônia é devido a fatores psicológicos que devem ser diagnosticados e tratados. Nesses casos, existe algum problema emocional que o impede de dormir, início da creche, mudança de colégio ou a chegada de um irmãozinho.

3. Sonambulismo. Se calcula que 15 por cento das crianças já sofreram um episódio de sonambulismo. Geralmente ocorrem entre os 10 e 14 anos e raramente antes dos 5 anos. A criança se levanta da cama às 3 ou 4 horas depois de ter iniciado o sono e se move pela casa com movimentos sem direção clara. Nas crianças com predisposição genética, é provável que os episódios apareçam principalmente em períodos de stress e em situações de fadiga. Se você encontrar o seu filho vagando pela casa, lembre-se que ele está profundamente adormecido, não tente acordá-lo, leve-o para a sua cama sem fazer perguntas. Na manhã seguinte, ele não se lembrará de nada. Este transtorno é leve e desaparece com a idade, mas se ocorrer com frequência, convém adotar medidas para que a criança não se machuque durante os seus “passeios” noturnos.

4. Solilóquio. É o costume de falar dormindo. Está relacionado com os estados de tensão emocional e ocorre com maior frequência em crianças nervosas. Afeta uma em cada 10 crianças entre 3 e 10 anos. Não deve preocupar os pais, uma vez que desaparece com o tempo. Não necessita de tratamento.

5. Bruxismo. É o nome técnico dado ao ato de ranger os dentes. Não é grave, mas se não diminuir, é aconselhável consultar um dentista a possibilidade de colocar uma proteção dentária ou de tomar outras medidas para evitar a erosão dos dentes.

6. Ronco. Os roncos frequentes e intensos são provocados, na maioria dos casos, pela apnéia obstrutiva do sono, uma condição que provoca pausas na respiração durante o sono devido à obstrução das vias aéreas. A obstrução pode ser causada por problemas da vegetação ou pelo tamanho das amígdalas. Consulte sempre um especialista.

7. Pesadelos. São mais frequentes entre os 3 e os 6 anos. Os pesadelos ocorrem na segunda metade da noite. A criança acorda angustiada, e se recorda perfeitamente do que sonhou o que permite tranquilizá-la para voltar a dormir. Podem ocorrer de forma isolada ou se repetir durante um tempo e podem estar associados com momentos de ansiedade na vida da criança.

8. Terrores Noturnos. Em 96 por cento dos casos de crianças que sofrem de pesadelos, há algum familiar que já sofreu. Os terrores noturnos geralmente ocorrem entre os 2 e 3 anos, na primeira metade da noite, a criança levanta bruscamente, com os olhos abertos e com sinais claros de pânico. No entanto, está totalmente adormecida e na manhã seguinte, não se lembra de nada. É conveniente ficar ao seu lado enquanto ela se acalma e não se preocupe, apesar do episódio, porque para a criança, não ocorreu nada.

Muitas vezes, o que acreditamos ser um distúrbio de sono não é, são despertares noturnos, muito comuns em crianças menores de dois anos. No entanto, é recomendado consultar o pediatra se uma criança menor de 5 anos é despertada mais de oito vezes por noite, ou pelo menos uma vez a partir desta idade, se ela adotar comportamentos estranhos ou gritar durante o sono.