O medo de estranhos a partir dos oito meses é um fenômeno tão universal que aparece em todas as culturas, embora sejam de costumes muito diferentes das nossas. Nesta idade, além de se assustar com as pessoas que não conhece, o bebê se mostra muito mais desconfiado do que o normal.

Agora, já não recebe com sorriso os “novos”. E mais, vai mostrar o seu desagrado. E as manifestações desse desgosto são muito variadas, dependendo do temperamento da criatura: ele só escondera o rosto, se refugiando no ombro da mãe que o segura nos braços, ou que tapem os olhos de forma ostensiva. Mas também podem ser mais explícitos, choram, ou se joguem no chão. Deixando claro que o “intruso” não é em absoluto de seu agrado.

Como ajudar:

Demonstre serenidade, não o force a aceitar o estranho, mas não o evite. Se sentir medo, tire-o da presença do adulto para que gradualmente se acostume com ele. Admitem melhor uma aproximação paulatina e sem contato físico que é a clássica “invasão” de quem pretende pegá-lo e beijá-lo.

Tenha cuidado especial se estiver em um lugar que não seja familiar para ele. Se estiver na presença de um estranho que aparece em “terreno conhecido” e na presença da mãe, a situação é muito mais suportável que, por exemplo, na casa dos tios quando a mãe tiver ausente. Procure deixar que outras pessoas peguem o seu bebê de poucos meses no colo ou que fiquem com ele às vezes. Você estará o preparando para a crise dos oito meses.

Por que ocorre?

A partir dos cinco meses discrimina bem os seus pais e cuidadores, mas não se sente necessariamente mal se não estiver com eles. O funcionamento é algo assim como “o que os olhos não veem”. Mas aos oito meses, começa a necessidade de se sentir seguro. O que só ocorre com os mais próximos a ele, especialmente o pai e a mãe. Por isso chora quando saem, ou quando aparece algum estranho que não está em seu “catálogo de gente de confiança”. Este comportamento vai aumentar gradualmente até os doze ou dezoito meses. A partir desse momento, começa a diminuir espontaneamente, até desaparecer por completo antes dos três anos, momento de ensinar que ele não deve confiar em qualquer um.