Algumas crianças pedem a mãe para cortar as etiquetas das roupas porque “picam”. Outros não podem dormir sem que a porta fique entreaberta “para passar um fio de luz”. Por que as crianças têm tantas manias? Em algum momento do seu desenvolvimento, todas as crianças insistem em fazer algo de forma repetitiva. O ursinho tem que estar virado para a parede e não para a porta. Querem beber leite no copo cor laranja, se você pretende usar um de outra cor, ele não quer beber porque “você fez errado”. Todas essas manias são normais.

As manias mais frequentes:

Embora a lista de manias possíveis seja interminável algumas tem as preferências das crianças. Entre elas estão:

  • Evitar pisar nas juntas das calçadas.
  • Repetir as palavras ou frases como ir pela rua dizendo “adeus” para as árvores ou postes.
  • Se pentear de uma forma ou outra, de acordo com o que vai fazer.
  • Realizar as coisas em uma determinada ordem.
  • Formar filas ou séries com os brinquedos colocá-los de uma determinada forma e não de outra.
  • Insistir para que os outros façam as coisas de uma determinada maneira.
  • Cantar canções associadas a atividades distintas.
  • Rejeitar certas roupas porque “picam” ou porque não gosta da cor ou da forma. Não suporta a mínima mancha.
  • Comprovar 20 vezes que tudo está como tem que estar.

O que fazer?

O primeiro passo é entender o porquê de suas manias. Muitas vezes, os adultos esquecem que a criança deve enfrentar numerosas novas situações que lhe são impostas e isto cria insegurança. O fato de que as coisas permanecerem estáveis entorno dele, é uma forma de pensar que está no controle da situação. As condutas ritualísticas tem um significado especial para quem realiza. Normalmente irracional, mas são úteis porque aliviam a sua tensão e transmitem tranquilidade. As manias infantis são transitórias. Em algumas ocasiões estes pequenos rituais se multiplicam, em outras desaparecem por completo. É preciso afrontá-los com compreensão e paciência. Se a mania da criança é “suportável” o melhor é aceitá-la e deixar que passe com o tempo. Não recorde a mania quando ele se esquecer dela. Mas se a mania da criança se converte em um problema porque é perigosa ou dificulta a vida em família, o mais adequado é acabar com o comportamento.