Você necessita em pequenas quantidades, mas são indispensáveis para um bom equilíbrio nutricional. Nós damos dicas para você enriquecer o seu cardápio com eles. A alimentação variada e equilibrada, não fumar e beber são medidas eficazes para suprir carências destes nutrientes. No geral, somente o ácido fólico e o iodo devem ser tomados em forma de suplementos antes e durante a gravidez. Em caso de anemia, o seu médico irá recomendar que você tome ferro e se for hipertensa, um suplemento de cálcio.

Os preparados são reservados em casos especiais como a gravidez múltipla ou gravidez de fumantes que consomem álcool.

Ácido Fólico. É uma vitamina do grupo B que interfere na síntese da proteína, na formação de sangue e na transmissão do código genético; as suas necessidades aumentam de maneira considerável nestes meses e a sua deficiência está relacionada com defeitos no encerramento do tubo neural, como a espinha bífida. Como é impossível alcançar o fornecimento recomendado somente com a dieta, você deverá tomar suplementos desta vitamina. Para prevenir esses defeitos é essencial que você tome ácido fólico a partir, de pelo menos, um mês antes de ficar grávida. Depois do primeiro trimestre, o seu efeito protetor diminui, mas ainda é necessário para atender as demandas do feto.

Em sua dieta: Todas as verduras de folhas verdes, as frutas e as frutas secas, são alimentos ricos nesta vitamina. Em contraste, as bebidas alcoólicas dificultam a sua absorção, uma razão a mais para não consumir álcool durante esses meses.

Outras vitaminas do grupo B. Participam do metabolismo energético e são necessárias para o bom funcionamento do sistema nervoso. O fornecimento vai aumentar se eles fizerem parte das calorias na dieta.

Em sua dieta: Os cereais, especialmente os integrais, são uma boa fonte destas vitaminas. Também são encontradas nos legumes, ovos, leite e em numerosas frutas e verduras.

Cálcio: É essencial para a correta formação do esqueleto do feto, interfere na contração muscular e desempenha um papel fundamental no início e no desenvolvimento das contrações do parto. O suprimento insuficiente pode afetar negativamente o conteúdo mineral ósseo da mãe e aumentar o risco de osteoporose nas etapas avançadas da vida. Também pode ser associado com um menor conteúdo de cálcio no esqueleto do feto no momento do nascimento. O leite materno será menos rico neste elemento e o bebê, em consequência, também receberá menor quantidade em sua alimentação.

Em sua dieta: Além de consumir as porções recomendadas de lácteos, inclua no seu menu, outros elementos amigos dos ossos, como hortaliças, verduras e frutas frescas, ricas em vitamina A, C, D e magnésio e evite os inimigos, a dieta rica em gorduras, o consumo excessivo de proteínas, o abuso de chá e café ou refrigerantes e muito sal na comida.

Vitamina D. Ajuda a fixar o cálcio e é fundamental para a ossificação do esqueleto do feto. O seu organismo toma precauções para prevenir um possível déficit e a placenta produz vitamina D exclusivamente para ele.

Em sua dieta: Trará bons suprimentos de vitamina D, se você incluir as porções de lácteos recomendados.

Vitamina C. Além de suas conhecidas propriedades antioxidantes, tem uma grande importância para a formação das células do sangue e de anticorpos. Se o seu médico recomendar ferro por via oral, o seu organismo o absorverá melhor se você tomar essa vitamina.

Em sua dieta: Um cítrico por dia garante um fornecimento suficiente.

Zinco. É um componente de enzimas importantes, entre elas as que participam da síntese de ADN, um mau funcionamento desta, é causado por um déficit de zinco, que pode causar atraso no crescimento. Nos últimos anos tem se destacado o seu papel no sistema imunológico, um déficit de zinco nos deixa propenso às infecções. Na gravidez a amamentação eleva a necessidade deste elemento.

Em sua dieta: As fontes mais importantes são as carnes, peixes, ovos, cereais integrais e legumes, sementes de abóboras, queijos curados, frutas secas, cenouras e repolho.

Iodo. Participa na síntese do hormônio da tireoide, que desempenham numerosas e importantes funções: regulam o metabolismo energético e são decisivas para o crescimento, a produção, o desenvolvimento do sistema nervoso, a formação dos ossos e a elaboração de proteínas. As recomendações gerais, que estão situadas em torno dos 100-150 microgramas por dia, têm de acrescentar mais 25 microgramas.

Em sua dieta: O peixe e as algas são fontes deste mineral, praticamente ausente nos alimentos que não provenham do mar. O sal iodado é outra fonte, mas não convém abusar dela durante a gravidez. Portanto, a opção para alcançar o fornecimento recomendado é recorrer a um suplemento.

Ferro: Você precisa para produzir mais glóbulos vermelhos e simultaneamente atender as demandas de seu filho, que também consegue prover suas próprias necessidades de ferro, durante os dois últimos meses de gestação, as reservas deste mineral que utilizará enquanto estiver amamentando (o seu leite apenas contém ferro para cobrir as suas necessidades). A sua deficiência durante a gravidez, especialmente quando chega a causar a anemia, está relacionada com o maior risco de parto prematuro e o baixo peso ao nascer.

Em sua dieta: Procure incrementar a sua biodisponibilidade comendo uma salada nas refeições, assim facilitará a absorção do ferro presente nos demais alimentos. Se o ginecologista receitar um suplemento, tome-o com suco de laranja, é melhor do que leite, chá ou café, que dificultam a sua absorção.

Ômega 3 e 6. Alguns estudos têm demonstrado que os ácidos graxos Ômega 3 e 6 são essenciais para o desenvolvimento do cérebro do bebê e melhoram o desenvolvimento visual e cognitivo dos prematuros. Também parecem ajudar a prevenir a depressão pós-parto e doenças cardiovasculares na mulher.

Em sua dieta: O consumo de peixes oleosos duas a três vezes por semana garante a quantidade de Ômega 3 que o feto necessita. Também pode comer frutas secas em pequenas quantidades e azeite de girassol e oliva rico em Ômega 6.