O sexo não deve causar dor. Se não existir contra-indicação médica, um casal pode retomar as relações sexuais entre 30 e 40 dias depois do parto normal ou cesariana. Não há nenhum motivo científico para recuperar a sua vida intima.

A secura vaginal é um transtorno comum e tratável do pós-parto que pode obrigá-los a adiar os encontros. Na gravidez, a produção de estrogênio aumenta a sua presença no organismo feminino até mil vezes, para que tudo se desenvolva bem.

Depois de dar a luz, a sua concentração no sangue diminui de forma brusca até os níveis anteriores a gestação e os níveis de progesterona aumentam de forma desproporcional. Em consequência desse baile hormonal, os tecidos das paredes vaginais se atrofiam e se tornam menos elásticos, causando uma secura na área que pode dificultar as relações sexuais e causar desconforto maior se você amamenta o seu filho.

A solução para a secura vaginal pós-parto:

As relações sexuais nunca devem causar dor, tampouco no pós-parto. Portanto, se é esse o seu caso, não se obrigue para agradar ao seu parceiro, fale do assunto com tranquilidade e consulte o seu médico para que ele recomende como combatê-la. Com a secura vaginal você se torna mais propensa a contrair infecções, o seu ginecologista vai fazer a análise necessária para descartar uma cistite e comprovar que a episiotomia cicatrizou corretamente e não é a responsável pela dor durante a penetração.

Além disso, ele recomendará:

  • Aumentar a duração das preliminares, dando especial atenção aos beijos e carícias. Quanto mais estimulada você estiver, maior a lubrificação.
  • Aplicar um gel ou creme lubrificante facilita a relação sexual, ao contrário do que muitas pessoas acreditam não há contra-indicação alguma usar um preservativo com este tipo de produto e o profilático não romperá por usá-lo.
  • Evitar os sabonetes alcalinos na higiene intima, eles favorecem a secura vaginal.
  • Se hidratar corretamente, bebendo ao menos 2 litros de água por dia.
  • Em casos muitos extremos, o médico prescreverá um tratamento hormonal que normalmente é incompatível com a amamentação.