Dar a luz sem episiotomia é possível, se você melhorar a elasticidade de seu períneo. Para conseguir isso, você conta com a ajuda dos exercícios de kegel e das massagens perineais. O períneo é uma estrutura formada por músculos, ligamentos e tecido fascial, como todo músculo, pode ser treinado para melhorar a sua elasticidade e a sua força. Praticando os exercícios de kegel, e as massagens perineais durante a gravidez, você ajudará ao seu bebê vir ao mundo, e poderá evitar a episiotomia e melhorar a incontinência urinária durante a gravidez e no pós-parto.

A prática dos exercícios de kegel está tão disseminada que provavelmente é ensinada em suas aulas de preparação para o parto. Comece a praticar durante o segundo trimestre da gravidez, quando já terão passado os desagradáveis sintomas dos primeiros três meses. O recomendável é praticar três vezes por semana, três vezes ao dia e em séries de oito contrações de cinco a seis segundos cada uma. No pós-parto, você também pode praticá-los com a mesma cadência.

A técnica:

Sente-se mantendo as costas em uma posição neutra, nem muito relaxada e nem muito rígida, e contraia a zona perineal como se você estivesse vontade de urinar e quisesse cortar a micção, sentindo que está fechando os esfíncteres e segurando e levantando os órgãos pélvicos, sem forçar. A contração sempre deve ser de leve a moderada, pois não procura alcançar a força máxima com ela. Segundo diversos estudos, 30% de mulheres não conseguem fazer corretamente os exercícios.

Para ter certeza, coloque o seu dedo indicador e o médio sobre os ossos situados em ambos os lados do púbis e contraia a área perineal. Se estiver fazendo corretamente, você notará uma leve tensão em baixo de seus dedos. Caso o contrário, os sinais derivados de uma técnica são a sensação de pressão ao contrair a musculatura perineal, o inchaço da área baixa do abdômen, sentir pressão sobe o solo pélvico e não notar movimento na área, praticar na frente de um espelho para ver como a sua pélvis levanta ligeiramente ao contrair.

Sempre que não perceber bem a contração, é preciso procurar uma unidade de solo pélvico ou um fisioterapeuta que valorize e ensine a mulher a praticá-la. Existem ocasiões em que a área está muito fraca e algumas posturas não são recomendadas, também em uma segunda gravidez, se já foi praticada a episiotomia e não existe uma fibrose, que seria necessária tratá-la para que a contração seja efetiva.