É estimado que entre 20%-25% dos partos ocorrem com o cordão em volta do pescoço do bebê. Uma, duas e até quatro voltas, dependendo do comprimento do cordão. O que fazer nestes casos? É perigoso para o bebê? Durante os nove meses o cordão umbilical tem sido a ligação entre o feto e a placenta. Através dele o seu bebê foi alimentado, recebeu o oxigênio necessário e eliminou os seus resíduos. Agora vai sair para o mundo, mas o cordão pode dar voltas.

As Ultrassonografias:

Apesar de não em todo o caminho, o cordão umbilical pode ser visualizado desde o primeiro momento. Em qualquer uma das ultrassonografias realizadas ao longo da gravidez, é possível observar se existe algum cordão envolto, ou seja, se o cordão se enrola em volta do pescoço do feto.

Porque ele enrola?

A principal razão, e a mais simples, é que seu filho se movimento muito dentro de você, em uma bolsa de líquido que, muitas vezes, é maior que ele. E não é só isso, mas o faz junto a um corpo chamado cordão umbilical, que não controla e que pode chegar a medir 70 centímetros. Não é de se admirar que o bebê se enrole facilmente, com ele e, em algumas ocasiões, também se desenrole. Não se preocupe, porque as voltas do cordão geralmente são diagnosticadas a tempo e a equipe que a atender saberá bem como agir, se necessário.

Ele pode se sufocar?

Depende das voltas e de quão apertado está o cordão, mas normalmente não há nenhum problema. De fato, estima-se que em 20%-25% dos partos, o bebê vem com o cordão enrolado no pescoço, e estes são resolvidos com normalidade. Podem haver complicações, mas em casos excepcionais. Em função do cumprimento do cordão, o bebê pode chegar a ter em volta de seu pescoço uma, duas, três e até quatro voltas. O comum é que seja uma ou duas e é muito difícil que a compressão seja tão grande para interromper o fluxo de sangue e oxigênio entre a mãe e o feto.

Além disso, a artéria e a veia que contém o cordão se encontram rodeadas por uma substância que as protege e impede que se colida por uma só volta. Em qualquer caso, a evolução das circulares e o grau da pressão que exercem sobre o pescoço do bebê, será observado no percurso do parto e determinará as medidas oportunas a serem tomadas em função de haver ou não sofrimento fetal.

O parto:

Se não houver sofrimento do feto, o parto pode se desenvolver com normalidade. Uma vez que a cabeça do bebê já estiver fora, o ginecologista tentará removê-lo tirando suavemente o cordão. Se não estiver muito apertado, não haverá problemas. No caso de que esteja muito apertado e não seja possível tirá-lo suavemente, ou começar a apertar nesse momento, impedindo a liberação do resto do corpo do bebê, o cordão será cortado normalmente. Está prática é considerada normal.

Outras complicações:

Embora na maioria das vezes o cordão umbilical não apresente grandes problemas, existe também outro tipo de caso que, embora pouco frequente, é mais grave, os nós e o prolapso do cordão. Os primeiros são efetivamente nós que o feto pode chegar a fazer com seus movimentos dentro da bolsa, quando já e muito grande e, que podem ser perigosos se não se agir a tempo. O prolapso do cordão é a expulsão do cordão antes do feto, o que impede a saída do bebê.

À medida que o bebê for descendo pelo canal do parto, pressiona o cordão, o que o reduz, podendo chegar a interromper o abastecimento de sangue ao feto. Neste caso, a cesariana de urgência é obrigatória. As causas mais comuns do prolapso são a ruptura prematura das membranas, os partos múltiplos, poli-hidrâmnios ou excesso de líquido amniótico, o cordão anormalmente longo ou parto em que o bebê vem de nádegas. Ambos são quadros excepcionais.